Vou iniciar meus trabalhos com um texto feito bem recentemente, no sábado a noite do dia 25 de agosto...
Estar em sua casa as 23:23 hrs assistindo Nos Embalos de Sábado a Noite e ouvindo como trilha How Deep Is Your Love do Bee Gees, é quase como poder sentir exatamente um flashback dos anos 80 hoje, neste momento.
Engraçado dizer, mas consigo sentir nostalgia do tempo que não vivi, das coisas que não vi e dos sabores e amores que não provei.
Sim, o sábado pode provocar todas essas alucinações em uma jovem de 21 anos, aspirante a aventuras e momentos épicos na sua longa jornada futura.
Filmes como esse, pra nós dos anos 2000, tem um quê diferente. Tem o quê da dúvida, do plus, do quero mais! Ouvimos nossos pais saudosos de sua juventude, sua cultura e música. Muitas vezes não conseguimos captar com a mesma sintonia essa emoção que nos querem transmitir, então, cá ficamos imaginando, cogitando ou criando ideias de como seria viver nos anos 70, 80 e 90; o famoso tempo da brilhantina, da qual delicadamente os zombamos.
Zombamos por puro recalque, pois tenho certeza que muitos gostariam de ter um momento como o John Travolta nos seus melhores dias ou então usar aquela meia colorida com sandalhas brilhantes, a calça pantalona e a boa e velha ombreira que nos causa certa estranheza hoje.
Muitas vezes fico me questionando se daqui 10 ou 20 anos vou sentir falta do que vivo hoje, da música, dos hábitos ou da cultura, que para nossos filhos parecerão um tanto ultrapassadas e retrô demais! Mas infelizmente me ressinto, pois desde que consigo tecer minhas próprias opiniões, ainda nao encontrei obras fantásticas como do tempo do modernismo ou da brilhantina. Triste não? Sim, é.
Gostaria de encontrar mais Caetanos, Bethânias, Chicos e Gils! Poderia ficar aqui descrevendo mais dezenas de grandes nomes, não só na música como na arte, literatura e até mesmo na política! O que houve com esse gás do bem? Com essa onda de maravilhas? Será que só acontecem de tempos em tempos como um grande evento?
Vou manter minha esperança de que ainda surgirá de nossas raízes tão bem adubadas grandes homens e grandes mulheres que nos farão sentir a mesma nostalgia de quando nos sentiamos transbordando de vida e cheios de expectativas do que reserva o amanhã.
Talvez se lembrem de quando eram assim, como eu, a garota pensadora e sonhadora que sentirá falta de um simples sábado a noite, como esse, de boa música e reflexão. Portanto, celebrem com intensidade quantos sábados a noite puderem ter, vivam mesmo, mas vivam legal, feliz e sem pensar na responsável segunda-feira que estará a um simples domingo de existir!
Staying alive...


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